Conheça os passos desse caminho!
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No século XVI o Espírito Santo era uma terra selvagem, coberta por uma densa floresta que emoldurava praias bonitas e uma diversidade de raças indígenas dos troncos tupi (temiminós e tupiniquins) e Gê ou Tapuia. Nessa época e nesse cenário o espanhol das Ilhas das Canárias, Joseph de Anchieta, delineou com passos firmes e rápidos uma rota catequizadora que hoje se apresenta aos andarilhos de todos os lugares. Na sua missão catequizadora, José de Anchieta, como se tornaria conhecido na Terra Brasilis de outrora, estabeleceu-se nos últimos dez anos de sua fecunda existência na Aldeia de Rerigtiba, cem quilômetros ao Sul da Vila de Vitória, de onde se deslocava a cada quinze dias até a principal província do Espírito Santo para cuidar do Colégio de São Tiago, cravado num platô da ilha onde se encontrava a vila e que mais tarde se transformaria na sede do Governo Estadual, apropriadamente denominado Palácio Anchieta.
Hoje, a trilha catequizadora do Padre Anchieta desvela cenários que mantém sua beleza embora não ostentem mais seu aspecto original. Esse trajeto, palmilhado ao longo de toda a orla que se estende de Vitória ao município de Anchieta, descortina aspectos ecológicos, históricos, culturais e dado a permanência do vulto gigantesco de Anchieta, também uma dimensão religiosa.
Esse é o caminho que você irá percorrer, andarilho. Qualquer que seja o motivo você poderá experimentar o sentimento de Anchieta vencendo distâncias e cansaços para chegar ao seu destino. O resultado é, sempre, uma gratificante sensação de vitória e um aprendizado que sempre lhe será útil na simbólica caminhada da vida. Qualquer que seja o caminho, por tudo que ele ensina de nós mesmos, ele se torna mais importante que o destino, a chegada. Essa será, então, apenas a coroa da sua vitória.
O objetivo deste manual é esclarecer algumas dúvidas que você possa ter antes e durante a caminhada. O que levar, o que usar e como fazer o percursos, entre outras coisas. Feliz caminhada.
A solidariedade é uma lei do caminho.
Outra, é a humildade de pedir ajuda.
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Terra de mar e montanha, síntese física e étnica do Brasil pelo contraste de paisagens e climas e a multirracialidade que exibe em todo o seu território, uma exígua área de 45.597 km quadrados que eqüivalem a 0,53% do território nacional, o Espírito Santo localiza-se no Sudeste brasileiro, compõe-se de 78 municípios e tem por capital Vitória, uma ilha de 89 quilômetros quadrados.
Limitando-se ao norte com a Bahia, a oeste com Minas Gerais, ao sul com o Rio de Janeiro e a leste com o Oceano Atlântico, o Espírito Santo tem um clima predominantemente tropical, quente e úmido no litoral e temperado na zona serrana.
O caminho é feito no caminhar.
Seu relevo é montanhoso, com altitudes que sobem do nível do mar até 2.000 metros. No contraste do clima e diversidade étnica que reúne uma mistura de italianos, alemães, holandeses, suíços, árabes, poloneses, portugueses, negros, índios, suíços, libaneses encontra-se a personalidade capixaba, a designação que originalmente aplicada apenas ao nativo da ilha estendeu-se também a toda pessoa nascida em solo espírito-santense. Capixaba quer dizer roça ou lavoura de milho, a cultura predominante dos índios que ocupavam a região que se estende de Campos à Bahia. O Espírito Santo tem uma população estimada em 3.4 milhões de habitantes, a maioria concentrada em sua região metropolitana constituída por Vitória, a capital , e os municípios de Vila Velha, em cujas praias aportaram os primeiros colonizadores a 23 de maio de 1.534, Serra, Viana e Cariacica. Vitória foi fundada em oito de setembro de 1.551 na ilha denominada pelos indígenas de então por Guananira ("Ilha do Mel") contando hoje com cerca de 320 mil habitantes.
O caminho do crescimento
É um trabalho de transformação
Passa pelo sentimento
De enxergar o outro como meu irmão.
Vitória _ A ilha do Mel que virou cidade-presépio
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Maior de um arquipélago costeiro de 34 ilhas que incluem algumas que hoje se transformaram em sofisticados bairros residenciais, como a Ilha do Boi e a Ilha do Frade, Vitória tem 81 km quadrados e conta com cerca de 270 mil habitantes. Forma um dos mais belos conjuntos urbanos do Brasil com a integração da montanha, cidade e mar e oferece uma topografia contrastante em suas partes alta e baixa. Na primeira encontram-se os monumentos históricos e as reservas de áreas verdes. Na cidade baixa localizam-se o comércio, os portos e as praias. Vitória é um marco divisor da temperatura das águas atlânticas no litoral brasileiro fazendo a transição entre a água fria do sul com a água morna do nordeste. Em seus domínios encontram-se as ilhas oceânicas da Trindade e Martin Vaz. É notável o espetáculo da entrada dos navios em seu porto em rota paralela com os carros que transitam pela sua orla.
O destino é o pretexto do caminhar. Às vezes, a viagem é o destino.
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Vila Velha Aqui Nasceu o Espírito Santo |
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Primeiro núcleo de colonização da terra, conta
cerca de 410 mil habitantes e um litoral de 32 quilômetros
de belas praias. Oferece uma das mais belas visões da baia
de Vitória a partir da Terceira Ponte e do Morro do Moreno
que se posta como sentinela à entrada do braço de
mar. Vocacionada para o turismo a partir do colar de praias
e uma vida noturna fervilhante tem sua base
econômica diversificada pelo pólo de confecções da Glória onde
se encontra a fábrica de chocolates Garoto, empreendimento que transcende a função empresarial e
se destaca como atração turística.
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Guarapari - A cidade saúde |
Fundada em 1585 pelo padre Anchieta, localiza-se a 54 km ao sul de Vitória e conta com uma população de 75 mil habitantes que no verão flutua em torno de 400 mil pessoas sendo um dos balneários mais procurados pelos brasileiros de Minas Gerais e Planalto Central. Conta com 30 praias e seu relevo oferece também a rica combinação de mar, montanhas, rios, lagos cachoeiras e ilhas. Oferece uma fervilhante animação social e intensa vida noturna na chamada alta temporada (período de janeiro a março). |
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Anchieta - O sítio ameno do padre
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A antiga Vila de Rerigtiba (lugar das conchas) que tanto encantou José de Anchieta por evocar-lhe a sua San Cristoban de Laguna de Tenerife foi fundada pelo grande andarilho no final do século XVI. Localiza-se a 80 quilômetros de Vitória e tem uma população de 17 mil habitantes. Suas atrações são a igreja construída pelo próprio Anchieta, a matriz de Nossa Senhora de Assunção e um exuberante litoral de 25 quilômetros onde se encontram praias de formas variadas, desde as costas abertas até as pequenas e acolhedoras enseadinhas. Ao sul de Anchieta encontra-se a Vila de Iriri, famosa por seu carnaval e no Rio Beneventes contempla-se o belo espetáculo proporcionado pelas garças em seu balé de recolhimento e se encontram as ruínas jesuíticas de uma salina clandestina que oferecem uma magnífica visão da presença do homem nos recônditos da natureza. |
O passo lento desvela os encantos do caminho.
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Os Passos de Anchieta estendem-se por um caminho de 100 quilômetros de extensão que margeia o litoral, observando a prática andarilha dos colonizadores que se valiam das praias à falta de trilhas na vegetação cerrada que cobria o território de então.
Resgatado na atualidade ele alinhava os seguintes pontos:
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Catedral Metropolitana de Vitória | |
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Palácio Anchieta (túmulo) | |
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Escadaria Bárbara Lindemberg | |
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Avenida Beira Mar | |
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Curva do Saldanha | |
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Terminal Dom Bosco | |
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Travessia da Baia de Vitória | |
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Prainha de Vila Velha | |
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Subida do Convento da Penha | |
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Convento | |
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Morro do Moreno | |
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Praia do Ribeiro | |
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Praia da Costa | |
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Praia de Itapoã | |
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Praia de Itaparica | |
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Ponte da Madalena | |
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Praça da Barra do Jucu | |
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Praia do Barrão | |
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Ponta Belina | |
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Corais de Cima Praia Grande | |
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Ponta da Fruta (Igreja) | |
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Praia Rasa | |
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Dunas d´Ulé | |
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Tropical | |
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Reserva Paulo Vinhas | |
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Praia da Baleia | |
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Pedra da Tartaruga | |
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Lagoa dos Caraís | |
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Setiba | |
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Una | |
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Santa Mônica | |
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Perocão | |
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Três Praias | |
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Aldeia | |
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Praia da Cerca | |
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Praia do Morro | |
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Muquiçaba | |
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Ponte de Guarapari | |
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Praia Fonte | |
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Igreja N. S. Conceição | |
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Praia das Virtudes | |
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Castanheiras | |
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Praia da Areia Preta (Radium Hotel) | |
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Falésias | |
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Ipiranga | |
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Enseada Azul | |
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Mucunã | |
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Gaibura | |
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Bacutia | |
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Praia dos Padres | |
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Meaípe | |
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Maimbá | |
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Ubu | |
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Parati | |
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Praia da Guanabara | |
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Castelhanos | |
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Praia da Boca da Baleia | |
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Santuário de Anchieta. |
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Primeiro dia _ trecho da Catedral Metropolitana (Vitória) até a Praça da Barra do Jucu (Vila Velha) num percurso de 25 quilômetros;
Segundo dia _ trecho da Praça da Barra do Jucu (Vila Velha) até Setiba, numa extensão de 28 quilômetros:
Terceiro dia _ trecho de Setiba até Meaípe , num percurso de 24 quilômetros.
Quarto dia - trecho de Meaípe à Matriz de Anchieta, percurso de 23 quilômetros.
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Inicio
Catedral Metropolitana _ localizada na Cidade Alta, primeiro sítio da ilha a ser ocupado pelos colonizadores porque oferecia uma posição estratégica de defesa e vigília da baia, a Catedral de Vitória possui uma arquitetura mista de estilo gótico _ inspirada na Catedral de Colônia, da Alemanha _ e bizantino. Destacam-se os seus vitrais valiosos e uma capela subterrânea onde se encontram sepultados os bispos da diocese do Espírito Santo.
50 m
Palácio Domingos Martins - A poucos passos da Catedral, no sentido do Palácio Anchieta, situa-se o Palácio Domingos Martins, sede da Assembléia Legislativa do Espírito Santo de 1912 a 2.000. No local existia a Igreja de Nossa Senhora da Misericórdia, fundada em 1606. A edificação foi remodelada e reinaugurada em 1912 com o nome do capixaba que se tornou herói na revolução pernambucana de 1813, servindo de sede do Poder Legislativo desde então.
331 m
Palácio Anchieta _ Sede do Governo Estadual, é uma antiga construção de metade do século XVI que abrigava uma escola de jesuítas e onde funcionou até 1760 o Colégio de São Tiago. Dentro estava a Sacristia, que fazia parte da igreja que havia no colégio. Hoje no Palácio Anchieta encontra-se o túmulo simbólico (cenotáfio) do Padre José de Anchieta, administrador do estabelecimento jesuíta na última década do século XVI. Foi remodelado no início do século com a descaracterização da arquitetura jesuítica evidenciada por torreões. Sua entrada era lateral, ao contrário da disposição atual, onde o acesso principal se dá pelo lado do mar.
341 m
Escadaria Bárbara Lindemberg _ Integra um conjunto arquitetônico raro fazendo de Vitória a única capital brasileira cujo centro histórico dispõe de tais acessos. A escadaria Bárbara Lindemberg conduz do Palácio Anchieta à principal via da capital, a avenida Jerônimo Monteiro. Foi construída pelo francês Justin Norbert e exibe quatro estátuas de mármore das musas que representam cada estação do ano. Tem também uma estátua de Maria Ortiz _ heroína capixaba que combateu bravamente os holandeses e que morava também em outra escadaria de acesso à cidade alta.
2.000 m
Curva do Saldanha _ A linha da orla de Vitória, na trilha de Anchieta, faz uma curva na altura de uma antiga fortificação militar, o Forte de São João, cujos vestígios são assinalados pelos seculares canhões que faziam a linha de fogo que barrava qualquer pretensão de invadir a então Vila de Vitória. Durante muitas décadas o forte original, adaptado para novas funções, sediou o clube esportivo Saldanha da Gama e abriga atualmente a Secretaria Estadual de Esportes e Cultura. Do outro lado do canal , em posição frontal, ergue-se o maciço do Penedo com 132 metros de altura. O Penedo e a Curva do Saldanha fazem o ponto mais estreito do canal de Vitória. A poucos metros desse local a história registra um feito notável dos habitantes da Vila quando, ajudados pelos índios, conseguiram barrar a investida do corsário inglês Thomas Cavendish, com uma enorme corrente de ferro que atravessava o canal, afundando uma de suas naus e forçando-o a bater em retirada depois de ver um dos seus principais homens morrer. Os sobreviventes do naufrágio que conseguiram chegar às margens, de ambos os lados, foram abatidos a flechadas pelos nativos.
6.168 m
Prainha - Sítio histórico mais
antigo do Espírito Santo, ali iniciou-se a colonização da terra no dia 23 de
maio de 1535 quando o aventureiro português Vasco Fernandes Coutinho fundeou a
sua caravela de segunda mão, a Glória ,
com sessenta degredados e vendo a
manifestação hostil dos Goitacazes nas margens deu
um tiro de canhão assustando-os e fazendo-os recuar para a mata.
Posteriormente desembarcou e ergueu uma paliçada que representou a
primeira edificação da cultura européia
branca por essas bandas. Os ataques freqüentes dos irascíveis goitacazes,
porém, levariam os colonizadores a entrarem
pela baia e se fixarem num dos platôs da
Vila Nova, que hoje é a chamada Cidade Alta.
6.220
m
Gruta do Frei Pedro
Palácios _ Um vão natural formado sob uma grande pedra
serviu de moradia ao frei franciscano Pedro Palácios que ali habitava
em companhia de um cão e de um gato
Inspirado por um sonho onde apareceu uma
elevação com duas palmeiras indicando o local
a ser erguida uma ermida, o religioso espanhol ao chegar à Prainha
identificou logo no morro do Convento o local para
erguer um templo à Nossa Senhora. O frei trouxe da Espanha um quadro _
que hoje se encontra no Convento _ que por três vezes
desapareceu de sua gruta para ser encontrado entre as duas palmeiras do alto da
colina. Alí, então, decidiu erguer uma
pequena igreja que foi ampliada no século
XVII, tornando-se o principal monumento religioso do Estado e um dos
mais expressivos monastérios do país.
6.225
m
Ladeira das Sete Voltas - caminho
que se inicia próximo à gruta do frei
Pedro Palácios e conduz ao Convento da Penha. Seu traçado simboliza as sete alegrias
de Nossa Senhora (a anunciação, a visita
de Isabel, o nascimento de Jesus, o recebimento do Espírito Santo por Jesus, a
apresentação de Jesus no Templo, a
ressurreição de Jesus e a ascensão de
Nossa Senhora como Rainha.
6.790
m
Convento da Penha _ Símbolo maior
do Espírito Santo e marco da religiosidade que batizou o Brasil está encravado
no alto de um morro a 154 metros de altura. Primeiro, em 1570,
foi erigida no local uma capela em homenagem a Nossa Senhora. Em 1644 surgiu a
atual edificação. Guarda o painel de
Nossa Senhora trazido pelo frei Palácios, tratando-se da pintura mais antiga
existente no Brasil. Dele se tem uma bela visão
de toda a região metropolitana
6.270
m
Matriz de N. S. do
Rosário _ Igreja mais antiga do Estado e a Segunda
mais antiga do Brasil (a primeira é a lgreja Matriz de Salvador). Teve sua construção iniciada em 1535, como
um pequena capela sendo complementada em 1551 quando adquiriu as
características que se preservam até hoje. Foi
construída pelo padre Afonso Brás, que também
construiu o Colégio de São Tiago, e o irmão
leigo Simão Gonçalves. Teve
importância fundamental na missão evangelizadora do século
XVI. Localiza-se no Parque da Prainha.
9.757
m
Morro do Moreno _ Elevação que domina
a entrada da Baia de Vitória e de onde se colhe também uma das mais belas visões de
entrada de baia do Brasil. Com 164 metros de altura trata-se do mirante
mais privilegiado da região metropolitana , abrigando
rampas de decolagem de asa delta e parapent,
além de atrair muitos adeptos de trekking
para as diversas trilhas que o recortam.
11.603
m
Praia do Ribeira - pequena e
bucólica praia, ponto de atracação de
barcos pesqueiros, fica entre o Morro do Moreno e o Farol de Santa Luzia, local onde
residiu o primeiro donatário da Capitania
do Espírito Santo. Conta a lenda que o padre Anchieta se hospedou
nessa praia para tratamento de saúde e
durante esse período teria realizado o milagre
de deslocamento de uma grande pedra em forma de mesa que um senhor de engenho
queria transformar em mesa de refeições para
os empregados.
12.448
m
Praia da Costa - é a praia preferida
do morador de Vila Velha e de muitos capixabas. De águas claras e
rasas, cercadas de pedras no canto esquerdo, concentra o maior número de
restaurantes, bares , boates e hotéis. É uma das
mais bonitas do Estado e do País.
15.426
m
Praia de Itapoã _ aberta e
inclinada, com ondas fortes e água clara é boa
para pesca de arremesso. Apesar de se encontrar em uma área urbana ainda mantém uma
pequena comunidade de pescadores que saem de madrugada para a pesca e à tarde
oferecem a cena clássica do arrastão, na
puxada das redes para a areia. À sua frente
fica a Ilha Itatiaia, local de desova das andorinhas do mar de bico amarelo e
bico vermelho no período de maio a setembro.
De todos, o caminho mais longo é o que
leva da mente para o coração.
18.713
m
Praia de Itaparica - praia
de mar aberto, com ondas fortes e constantes
e encavada chegando a profundidade de três metros da linha da orla.
Como Itapoã, é uma continuidade da
Praia da Costa e se distingue pela intensa movimentação diurna e noturna em
torno dos seus quiosques.
24.061
m
Ponte da Madalena _ construção
recente, atravessa a reserva de Jacarenema
(jacaré fedorento). Seu nome homenageia uma
música famosa nacionalmente com a banda de
congo da Barra do Jucu. A reserva de Jacarenema possui grande área de restinga da
Mata Atlântica , sendo cortada pelo rio Jucu que deságua no mar onde provoca
uma pororoca de pequenas proporções. Ali
havia no século XVI uma reserva jesuíta da
qual se vê ainda os escombros.
24.698
m
Barra do
Jucu _ antiga vila de pescadores, famosa pelo congo e pela
praia que é um point de surfistas que se
arriscam na praia agitada junto ao morro da
Concha. A congada é uma dança de tradição e
costume africano. Levada ao som de tambores, caixas, pandeiros, reco-reco,
cuícas, triângulos, apitos, chocalhos e rabeca
, em noites de lua cheia e festas acompanha a cantoria dos negros escravos em
suas senzalas.
37.114
m
Ponta da Fruta _ balneário que
ainda guarda características de vila de pescadores e dotado de uma praia
aberta, reta, de águas mansas, com faixa larga
de areia amarelada e grossa. Á esquerda da praia, uma elevação com uma capelinha
no seu cume cria uma imagem de rara beleza e um magnífico mirante. Nela existiu
uma aldeia de índios tupiniquins , sendo
ponto de pernoite do padre Anchieta nas suas caminhadas para a Vila
de Vitória.
Andar olhando para o chão conduz à introspecção.
Andar olhando para a frente nos traz ao aqui, agora.
Praias _ A partir da Ponta
da Fruta as praias se sucedem, passando por Ponta da Fruta,
a das Dunas do Ulé, a Reserva Paulo Vinhas, Setiba Pina, Setiba,
Santa Mônica, Perocão, Três Praias, Praia da
Cerca, Praia do Morro, Praia de Muquiçaba e, já
em Guarapari, Praia dos Jesuítas. Cenários
que se alternam em praias de personalidades diferentes.
66.417
m
Poço dos
Jesuítas _ na rota dos andarilhos, ao chegar em Guarapari, atravessar a ponte
e dobrar à esquerda sobe-se o morro do
Atalaia em cujo pé, do lado oposto, encontra-se
o Poço dos Jesuítas no começo da Praia
dos Jesuítas. Esse poço foi aberto pelo
padre Anchieta em 1585 e guarda a concepção
arquitetônica jesuítica para tal tipo de obra.
66.729
m
Morro da Igreja _ passada a
Praia dos Jesuítas sobe-se o morro da Igreja
onde se encontra a igreja construída em 1585 pelo
padre Anchieta. Próxima dela encontra-se as ruínas
da Igreja da Nossa Senhora da Conceição, construída em l677
pelo donatário Francisco Gil Araújo.
67.694
m
Praia da Areia Preta _ deixando o Morro
da Igreja, o andarilho passa pelas praias da Virtudes, das Castanheiras e chega à
Praia das Areias Pretas, internacionalmente conhecida por suas areias monazíticas de
alto teor de radioatividade que lhe confere
poder medicinal e valeram a Guarapari o título
de Cidade-Saúde.
77.867
m
Meaípe _ balneário a seis quilômetros
do centro de Guarapari dotado de uma bela praia que o andarilho divisa após galgar uma
elevação ao final da praia dos Padres, depois do conjunto de bela enseadinhas denominado
Enseada Azul. Meaípe é a praia mais famosa
e badalada do Sul capixaba devido aos seus agitos noturnos na temporada
de verão, totalmente descaracterizada da
antiga vila de pescadores que lhe deu origem.
87.253
m
Ubu - pequena vila já no município
de Anchieta guarnecida por um promontório
(O pontal de Ubu) e celebrizada pelo acidente envolvendo o esquife do padre
Anchieta. Conduzido em procissão por três mil
índios desde Rerigtiba para o Colégio de São
Tiago onde seria sepultado, o esquife tombou naquela orla fazendo os índios exclamarem
Abá Ubú! Abá Ubú! ("o santo caiu, o
santo caiu")
88.600
m
Parati - virtualmente uma extensão
da vila de Ubu, Parati conta também com um poço aberto pelo padre Anchieta. O
missionário abriu cerca de meia dúzias
de poços no trajeto até Vitória, alguns
dos quais, segundo a lenda, dando com o seu cajado no chão.
94.624
m
Praia da Boca da Baleia
_ nesse local, recuado da trilha dos andarilhos e
na propriedade da família Carone
encontra-se outro poço aberto pelo padre
Anchieta, guardando ainda suas toscas características originais.
99.632
m
Igreja Nossa Senhora de
Assunção _ construída em 1597 pelo padre Anchieta
em seu último ano de vida com ajuda dos índios tupis usando pedras de recife
unidas com argamassa de cal de mariscos e
óleo de baleia, a edificação abriga a cela
em que o primeiro andarilho brasileiro vivia. Hoje nela se encontra o Museu de
Anchieta que reúne objetos usados pelo padre e
outras peças sacras de grande valor histórico.
Há sempre um jeito pra tudo.
A rota percorrida regularmente, a intervalo de 15 dias,
no final do século XVI pelo padre Anchieta no trecho entre o
atual município de Anchieta e Vitória descortina cenários de
singular beleza e que emolduram aspectos históricos,
culturais, esportivos, turísticos e espirituais. Trilhar o Caminho de
Anchieta é uma decisão pessoal, inspirada por vários motivos.
Quaisquer que seja, a ele se ajunta a colheita de uma rica experiência
de introspecção, de estar consigo mesmo, de se permitir a
reflexão sobre a própria vida e os próprios atos que a rotina de uma
vida urbana raramente possibilita. Além
disso, vivencia-se um momento singular de fraternidade. No caminho, não há como
se furtar à solidariedade, primeiro
exercício da fraternidade. A caminhada oferece
uma perfeita metáfora da vida. Os parceiros
que se alternam ao longo do caminho segundo o ritmo do caminhar de cada um; o momento
da pausa para encontrar o alento quando o
desânimo se apresenta e a chegada ainda está longe;
a experiência de superar as dificuldades buscando em si reservas de
forças insuspeitadas até a celebração de uma
chegada onde a vitória é premiada com a
inefável alegria de ter ampliado os próprios
limites. O grande caminho, na verdade, é o que
nos conduz da nossa mente inquieta ao
coração sereno. Está dentro. Mas tanto melhor que
um caminho de fora nos leve a enveredar por este que é o maior e mais verdadeiro caminho.
O caminho ao encontro de si mesmo.
Mais do que apenas uma prática saudável
ou que a evidência do fervor religioso, a caminhada oferece ricas oportunidades
de experiências transcendentais que a
psicologia transpessoal denomina de estados de
expansão de consciência ou "insights"
psíquicos induzidos pela ação de hormônios
como serotoninas e beta-endorfinas no organismo que explicam os chamados êxtases místicos.
Devagar se vai longe.
Você pode ir a pé, de bicicleta, a cavalo
ou por mar.
a) exercícios de aquecimento de no mínimo
quinze minutos antes de iniciar a caminhada;
b) exercícios de alongamento de no mínimo 10
minutos ao terminar a caminhada;
c) evitar paradas intermediárias acima de vinte minutos;
d) usar tênis ou botinas apropriadas para
longas caminhadas e que tenha pelo menos um número
acima do que o andarilho usa. A caminhada produz inchaços que o calçado deve acomodar.
a) em determinados trechos o caminho apresenta
solo com areia e você deverá escolher entre empurrar
a bicicleta ou usar outra alternativa (trilha de barro
ou asfalto);
b) levar pequenos apetrechos de manutenção, apesar
do caminho raramente ficar longo de áreas urbanas
onde pode-se encontrar oficinas de reparos;
c) em certos locais é prudente usar cadeados
de segurança;
a) no trajeto de lancha entre o
Terminal Marítimo Dom Bosco em Vitória e o
Terminal da Prainha em Vila Velha não é
possível usar o cavalo. Você pode optar por
fazer este trecho Vitória-Vila Velha (mais
ou menos doze quilômetros) pela Ponte Florentino Avidos ou iniciar a
cavalgada a partir da Prainha, em Vila Velha;
b) em certos trechos não é possível
a travessia a cavalo, sendo mesmo vedados a cavaleiros como se observa no trecho
entre Ponta da Fruta e Guarapari, particularmente na Reserva Paulo Vinhas, Três Praias
e Aldeia. Esse trecho (Ponta da Fruta-Praia do Morro) deve ser coberto pelos
cavaleiros pelo asfalto
O único rastro do andarilho são as suas pegadas.
Ele jamais deixa lixo pelo caminho.
O tempo despendido para fazer os passos de
Anchieta depende, lógico, da modalidade de transporte
escolhida. As médias observadas nesse trajeto são as seguintes:
A pé - pelas rotas oficiais (rodovias) a distância entre
os dois pontos (Vitória e Anchieta) é inferior a
cem quilômetros. Mas o caminho se desenrola ao longo
do contorno do litoral- como o jesuíta fazia _ e pode
incluir a visita a pontos turísticos, estendendo-se por
100 quilômetros. Pode ser coberto em jornadas diárias
de seis a oito horas em quatro dias;
Bicicleta - Pode ser feito até em um dia, mas a
proposta não é uma competição contra o relógio que subtrai
a percepção dos encantos do caminho. Sugerimos dois
dias de sorte a conhecer as belezas naturais e pontos
turísticos do caminho;
Cavalo - previsão também de dois dias de cavalgada
Marítimo
- considerando apenas embarcações a vela
ou remo o percurso varia de dois a quatro dias.
O caminho é sempre pelo litoral e portanto a orla
deve ser a referência para qualquer
eventual desorientação do andarilho. Mas a
Abapa instalou sinalização ao longo do
percurso e a qualquer altura do trecho você
se defronta com placas com as marcas inequívocas dos Passos de Anchieta.
Na dúvida vale, claro, apenas indagar de
algum comerciante ou morador do local onde se encontrar.
Dependendo do tipo de locomoção,
devem ser adotados alguns cuidados e
precauções com o bem estar físico:
a) É desejável que o andarilho consulte
um médico e faça os exames
necessários antes de tomar a decisão de fazer o
caminho. O percurso é longo e exige boas
condições físicas e de saúde para ser
inteiramente percorrido;
b) É importante o uso de protetor solar
e boné ou chapéu mesmo quando o sol
não estiver forte. Você vai Ter uma
longa exposição diária ao sol e ao mormaço,
daí a necessidade de se proteger
adequadamente. A data anual da caminhada oficial,
início de junho, é de um sol mais ameno,
mais ainda a sobre-exposição pode gerar problemas .
c) Principalmente os andarilhos que
fizerem o caminho a pé é essencial o
aquecimento de no mínimo quinze minutos antes de
começar a caminhada e um alongamento de dez minutos
após concluir a jornada diária.
Evite paradas acima de vinte minutos.
d) Evite alimentos pesados, dando
preferência a frutas como banana e maçã , além de
chocolate. Beba bastante líquido ao longo do dia.
Evite álcool e comidas gordurosas e procure Ter
uma boa noite de sono. Durma cedo.
e) É muito importante a proteção ao pé.
Use tênis ou botinas apropriadas e já usadas.
Não é um costume tropical, mas é muito bom
usar meias, mesmo com sandálias. Se aparecer
bolhas no pé você deverá, com muito cuidado,
usar uma agulha desinfetada (em álcool ou no
fogo de fósforo ou isqueiro) e impregnada
de vaselina furá-las deixando cerca de dois centímetros de linha para cada lado. As
linhas com vaselina drenarão o líquido e
permitirão a secagem sem que você sinta dor.
f) Use roupas leves e mochilas com
peso compatível com seu corpo. Use pomadas
para evitar assaduras principalmente na virilha.
g) Se você se sentir mal, pare
imediatamente de caminhar, peça ajuda aos moradores ou
busque um telefone onde possa chamar alguém da Abapa.
h) Não force o seu pique, o seu ritmo e
mesmo a resistência. Se sentir que não tem
condições físicas de completar o percurso peça
ajuda também a um dos coordenadores da Abapa.
O caminho está dentro da gente.
Esqueça os supérfluos. Pode ser apenas um peso à
toa. Durante o caminho, se se lembrar que esqueceu algo
não se preocupe. Acredite na solidariedade das pessoas
que, como você, estão neste caminho. O fato de estar juntos
no caminho cria uma ligação especial mesmo que você
não conheça os outros. A solidariedade aflora naturalmente
e ela é um dos encantos da caminhada.
a) roupas:
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Os andarilhos dos Passos de Anchieta
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Como Ir
Se for a pé é importante lembrar que
o ritmo normal de caminhada a pé é de
quatro a seis quilômetros por hora.
Dependendo da idade ou da forma física, o
andarilho deve planejar o percurso que pretende fazer
diariamente sendo necessário alguns cuidados como:
Bicicleta - a bicicleta mais adequada
é do tipo moutain bike já que boa parte
do roteiro é feito por trilhas e só um
pequeno trecho possui asfalto. Observando velocidades médias entre oito a quinze quilômetros
você poderá definir o tempo que deseja fazer observando:
Cavalo _ em boa parte da trilha você
pode cavalgar, observando também:
Navegação _ você tem a alternativa
de fazer o caminho marítimo margeando a
orla, através de windsurf, caiaque, barco à
vela ou remo, além de outros tipos de embarcações. Para embarcações de maior
porte há que se constar previamente as
condições de ancoragem em Anchieta. Além de
verificar as condições climáticas (mar e vento)
esse munir dos equipamentos de segurança necessários é conveniente consultar o
Iate Clube do Espírito Santo que fornece instruções mais detalhadas da rota;
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Duração do Percurso
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Sinalização do
Caminho
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Cuidados com a saúde
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O que levar
|
bermuda ou short | |
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roupas de baixo | |
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três camisetas de manga curta | |
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camiseta de manga comprida | |
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roupa de banho | |
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calça confortável (moletom) | |
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meias | |
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chapéu ou boné |
b) Banho:
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uma toalha | |
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chinelo | |
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higiene pessoal (escova, pasta de dente, sabonete) |
c) Utensílios:
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isqueiro ou fósforos | |
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canivete | |
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óculos de sol | |
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Cantil de um litro | |
sacos plásticos (para lixo) |
d) Primeiros Socorros:
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agulha e linha de algodão para bolhas d'água | |
band-aid, aspirinas e comprimidos para diarréia, dor de dente e resfriado | |
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esparadrapo de papel | |
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filtro solar | |
|
medicamento específico, caso você faça uso de algum |