O Caminho Jesuítico do Sul!

 

 

O sucesso nacional que representou o projeto Os Passos de Anchieta, criado em 1998, levou os capixabas – e brasileiros – a atentarem para o potencial turístico produzido pela mescla de história e natureza de seus lugares. Os Passos de Anchieta inspirou dezenas de caminhos pelo Brasil com as coletividades aproveitando a ideia para identificarem em seus locais registros históricos que ensejassem a reconstrução de caminhos e rotas de caminhadas e peregrinações.

Depois de dezenas de caminhos criados nos últimos 20 anos, os mesmos criadores de Os Passos de Anchieta idealizaram uma versão sulina da rota jesuítica, também rigorosamente confirmada: o percurso de 62 quilômetros que liga o Santuário Nacional do Padre Anchieta – hoje seguramente um dos dois maiores monumentos religiosos do Espírito Santo, ao lado do Convento da Penha – à Matriz de Nossa Senhora das Neves, no município de Presidente Kennedy.

O Caminho do Santuário é constituído por uma rota de 62 quilômetros, cumprida a partir de Anchieta, que margeia o litoral sul em toda sua extensão, atravessando as localidades de Itaoca e Marataízes até o seu destino final, em Marobá, Presidente Kennedy

A rota atende aos amantes de caminhada, é um roteiro relativamente curto de modo a ser coberto em apenas três dias e mescla a historicidade dos locais por onde os jesuítas passavam nos seus constantes deslocamentos a pé com cenários atraentes emoldurados pelo mar.

O Objetivo da Associação Brasileira dos Amigos dos Passos de Anchieta - ABAPA, é a implementação, consolidação e manutenção do trajeto percorrido por São José de Anchieta em território capixaba e brasileiro, promovendo esta rota nos seus aspectos cultural, histórico, religioso e turístico, trabalhando no sentido de efetivar este itinerário como uma via perene de andarilhos peregrinos.

Segundo fonte do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, alguns municípios do sul do Espírito Santo tiveram a participação direta ou indireta de São José de Anchieta.

Anchieta / Histórico

Tributa-se ao Apóstolo do Brasil, Padre José de Anchieta, a colonização da região atualmente compreendida pelo município de Anchieta. Foi ele que, nos primórdios da ocupação do território do Brasil, colocou as primeiras pedras basilares do povoamento, assentando o marco histórico do início de uma nova era para aquela parte do Estado do Espírito Santo. No decorrer de uma viagem de inspeção por várias aldeias capixabas, no ano de 1569, José de Anchieta fundou a povoação de Iriritiba, onde em 1579 construiu um templo dedicado à Nossa Senhora da Assunção. Iriritiba recebeu foros de Vila em 1º de janeiro de 1759, com a denominação de Benevente. Em 14 de fevereiro de 1761, transformou-se em distrito de Benevente, sede do Município do mesmo nome. Foi elevada à categoria de cidade com o nome de Anchieta, em homenagem a seu fundador Padre José de Anchieta, a 12 de agosto de 1887, através da Lei Provincial nº 6. Para alguns estudiosos da história capixaba, a mudança definitiva do nome do município para Anchieta decorreu por força de Lei Estadual nº 1307, de 30 de dezembro de 1921.

Piúma / Histórico

As terras, hoje compreendidas pelo atual município de Piúma, eram ocupadas pelos índios Goitacás, habitantes do litoral sul espírito-santense. Os primeiros colonizadores da região fundaram, no local em que está localizada a sede municipal, o povoado de Piúma, de onde partiram para a conquista e desbravamento das terras férteis da hinterlândia, tendo estabelecido, em meados do século XIX, a povoação de Iconha, que passou a constituir o principal centro comercial da região.

Em face da lei provincial nº 14, de 04 de maio de 1883, o povoado de Piúma foi elevado à sede de distrito, com a denominação de Nossa Senhora da Conceição de Piúma. Em 1891, foi criado o município de Piúma, com território desmembrado de Anchieta. O topônimo é derivado do vocábulo tupi, Piúma (que significa Pele Negra). Em 1904, a sede municipal foi transferida para a Vila de Iconha e, em 1924, por força da lei nº 1428, de 03 de julho, o município passou a chamar-se Iconha. Pela mesma lei, Piúma passou a distrito. A lei nº 1908, de 24 de dezembro de 1963, criou o atual município de Piúma, com território desmembrado de Iconha. A instalação se deu a 06 de julho de 1964.

Itapemirim / Histórico

No fim do século XVII, a região do Baixo Itapemirim, habitada por índios goitacasses, mais tarde aproveitados pelos primeiros colonos no cultivo de cana-de-açúcar, já era palmilhada pela gente de Guarapari e pelos frades da Companhia de Jesus, que oficiavam na igreja de Nossa Senhora das Neves, da Muribeca (muru-pecu) (mantimento farto), construída no centro da planície próxima ao rio Itabapoana. Todos, à procura das minas do castelo, afamadas pelo ouro aluvional que se dizia nelas existir em profusão.

Em princípios de 1700, radicaram-se na região do Baixo Itapemirim, vindos da Bahia atraídos pela intensa propaganda feita por Francisco Gil, seu herdeiro Manoel Garcia Pimentel e pelos sucessores deste, Domingos de Freitas Bueno Caxanga e Pedro Silveira, dando início à cultura de cana de açúcar. Teriam encontrado já alguns colonos, remanescentes de mais antigo colonizador do século XVI. A fazenda e engenho fundados pela família Freitas Bueno Caxanga na zona do Tramirim indígena (nas imediações do porto fluvial, ainda hoje conhecido por "porto do Caxanga", breve o núcleo de um nascente povoado do Caxanga, como se faria conhecido, foi nascedouro da futura Vila e atual Cidade de Itapemirim.

À família Caxanga, sucederam, na posse dessas terras, cujo domínio se estenderia, com o tempo, sobre as margens do Itapemirim, primeiro o sargento-mor Inácio Pedro Cacunda e, depois, em desbravamento da região. Ampliaram o engenho já existente, fundaram outro no lugar denominado Belo (depois, fazendinha) e edificaram capela sob o orago de Nossa Senhora do Patrocínio, que serviu de matriz à freguesia, depois Vila, de 1769 até 1825. A esse tempo, já existia a rústica capela, erigida pelos primeiros proprietários e votada a Nossa Senhora do Amparo, padroeira do atual município, que da matriz de 1825 a 1855, ano em que foi a nova matriz (Nossa Senhora do Amparo), levantada pelo missionário Frei Paulo Antônio Casanovas. Do núcleo que se radicou do Baixo Itapemirim, porto marítimo e bairro da cidade.

À sua chegada, os retirantes do Castelo (Alto Itapemirim) já encontraram o povoado de Caxanga, fundado há várias décadas e dinamizado pelo trabalho das famílias Caxanga, Cacunda, Carneiro e Bueno. Administrativamente, a Vila e a Barra formam hoje uma só cidade, embora sua origem e tradições diferentes as mantivessem, sem como núcleos sociais distintos.

Entre 1789 e 1790, Baltasar Carneiro vendeu sua fazenda de açúcar, a chamada “Fazendinha”, ao capitão Tavares de Brum, proprietário já de extensa área à margem norte do Itapemirim (sogro do sargento-mor Joaquim Marcelino da Silva Lima, depois Barão de Itapemirim). Para sua maior segurança, Tavares de Brum requereu e obteve, em 1814, do Governo de Portugal, carta de sesmaria para a nova propriedade. Nossa Senhora do Patrocínio para Itapemirim alterado por alvará de 27 de julho de 1815. A origem topônimo Itapemirim, dado ao rio e, depois à Vila, hoje cidade, prende-se à presença constante de pontões da cadeia da Mantiqueira. Destacam-se ali o imponente Itabira e, um pouco a nordeste, os picos do Frade e a Freira, sugerindo na mente dos primitivos habitantes a idéia de pedra, Ita (pedra) e, assim, a cachoeira formada pelo leito rochoso do rio; pé (caminho), o trajeto a percorrer por via terrestre, face ao obstáculo; e mirim, a pequena extensão do caminho até a curva do rio.

Marataízes / Histórico

Marataízes partilha sua origem histórica com Itapemirim, cujo povoamento se iniciou em 1539, quando Pedro da Silveira estabeleceu sua fazenda perto da foz do rio Itapemirim. Em 1700 chegavam da Bahia Domingos Freitas Bueno Caxangá, Pedro Silveira e outros, que se ocuparam da cultura da cana de açúcar. O município foi criado em 14 de janeiro de 1992, pela Lei nº 4 .619, desmembrado de Itapemirim, e instalado em 10 de janeiro de 1997.

Presidente Kennedy / Histórico

O município de Presidente Kennedy, tem sua origem na localidade de Muribeca, onde começou verdadeiramente com a chegada dos Padres Jesuítas para catequizar nossa gente.

Ali, foi encontrado índios das tribos Puris, Goitacazes e Botocudos. Os primeiros imigrantes foram: Átila, Vivácqua, Vieira, Ulisses Fontão, João e Sátiro Henrique, entre outros.

O nome original do município era Batalha, sendo, quando de sua emancipação, por sugestão do Deputado Adalberto Simões Nader, então Presidente da Assembléia Legislativa do Estado, em 1964, mudado para Presidente Kennedy.


Começa a caminhada em três dias!

 

Durante a caminhada coletiva oficial, o percurso é realizado em três dias, sendo que o primeiro dia, será realizado a confraternização de abertura do evento, divididos nos seguintes trechos:

1º dia: 15/11/18 – Quinta-feira – Centro Cultural de Anchieta
19h00 às 21h00 – Confraternização

2º dia: 16/11/18 – Sexta-feira – Anchieta a Itaoca20km
7h00 – Bênção aos andarilhos no Santuário Nacional de Anchieta
7h15 – Confraternização
7h30 – Aquecimento físico
7h40 – Início da caminhada até Itaoca
12h00 – Chegada na Feira Ornamental em Itaoca

3º dia: 17/11/18 – Sábado – Itaoca a Marataízes19km
7h30 – Aquecimento físico e partida da Praça de Itaoca
12h00 – Chegada em Marataízes – Praça Ricardo Gonçalves

4º dia: 18/11/18 – Domingo – Marataízes a Marobá23km
7h00 – Saída da Praça Ricardo Gonçalves
8h00 – Aquecimento físico e partida
12h00 – Chegada no Santuário de Nossa Senhora das Neves / Recepção, entrega de certificados, programação cultural de chegada e confraternização
13h00 – Missa aos andarilhos

 

 

A Abapa monta pontos de apoio, chamados "oásis", aos andarilhos em intervalos constantes para fornecer água, frutas e medicação para as câimbras, bolhas e torções que inevitavelmente acabam surgindo nos menos preparados. Na ocorrência de algum caso mais grave, há ambulâncias prontas para remoção de acidentados. E aqueles que acabam desistindo no meio do caminho, também podem pegar uma carona nos carros de apoio da organização.

Todo o percurso é marcado fortemente por aspectos ecológicos, históricos, religiosos e culturais. Talvez seja essa a receita que consegue atrair tanta gente, dos mais diversos lugares do país, em tão pouco tempo de implantação do projeto.

 

 

SERVIÇOS DE TRANSPORTE DE ANDARILHOS

 

Os participantes podem contratar o Serviço de Transporte credenciado pela ABAPA em todos os dias de caminhada, ou seja, o motorista, todos os dias, busca você no lugar combinado para embarque e o desembarca no local de saída da caminhada.

Entre em contato com a TOP TOUR e combine com o motorista o local de embarque e desembarque. É cobrado uma taxa por quilometragem. Falar com Abimael: 27 9 9953 2396 ou entre em contato através do e-mail: abmaellisboa@hotmail.com

Rodoviária de Anchieta: 28 3536 2449 - Ônibus para todas as partes do país.

Rodoviária de Guarapari: 27 3361 1160 - Ônibus para todas as partes do país.

 

 

SERVIÇO DE TRANSPORTE DE BAGAGENS

 

Durante o evento, a ABAPA oferece serviço de Transporte de Bagagens. É cobrado uma taxa de R$10,00 por volume e por dia. O serviço funciona das 7h30 às 16h30 em todos os dias de evento.

 

 

HOSPEDAGEM E ALIMENTAÇÃO

A hospedagem é por conta de cada participante. Entre em contato com os estabelecimentos abaixo e realize as reservas.

 

Em Anchieta:

Pousada Canto da Praia - Paulo: 28 3529 1409 / 28 9 9920 6508

Pousada e Restaurante Recanto - Candinha: 28 3536 1291 / 28 9 99712291

 

Em Itaoca:

Pousada Castelo - Júnior: 28 9 99961 4050 / 28 9 3529 3600

Pousada e Camping - Márcia: 28 9 9969 7133 / 28 3529 1409

 

Em Marataízes:

Pousada Atlântico - Getúlio: 28 3532 1427

Praia Hotel - Peter: 28 3532 2144

 

 

SE INSCREVA AGORA SEGUINDO AS ORIENTAÇÕES ABAIXO

O participante inscrito tem direito a: equipe de apoio motorizada à disposição em todo o percurso, pulseira de identificação para acesso aos trechos particulares, oásis com água e frutas, desfrute do caminho com outros andarilhos participantes, certificado de conclusão do caminho.

- Valor da taxa de inscrição: R$ 100,00

- Faça o depósito da taxa de inscrição através dos dados abaixo:

Banco do Brasil

Agência: 3790-7

Conta: 6572-2

Beneficiário: ABAPA - Associação Brasileira dos Amigos dos Passos de Anchieta

 

PREENCHA O FORMULÁRIO ABAIXO PARA REALIZAR A SUA INSCRIÇÃO!

Insira os dados corretamente e anexe o comprovante de pagamento da taxa de inscrição. No ato do envio da inscrição, aparecerá uma mensagem de conclusão, efetivando a sua inscrição no evento.

 

É NECESSÁRIO EFETUAR LOGIN NO GMAIL PARA SE INSCREVER. CASO NÃO TENHA UMA CONTA, UTILIZE O LOGIN E SENHA ABAIXO:

LOGIN: inscricaocaminhodosantuario@gmail.com

SENHA: 123456abapa

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